Até 25 de setembro de 2026, o mercado brasileiro de bets funcionava sob um sistema federal de licenças. As plataformas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda usavam domínios .bet.br, aceitavam transferências eletrônicas como Pix e precisavam seguir regras específicas de identificação, pagamentos e jogo responsável.
Nesse cenário, nomes como Betano, Superbet, Novibet, bet365, KTO e Betnacional apareciam com frequência entre as melhores casas de apostas em comparativos brasileiros. O ranking abaixo retrata esse período anterior à proibição e considera licença, mercados esportivos, odds, pagamentos, recursos de aposta, suporte e, com peso relevante, a experiência pelo celular.
O que mudou em 25 de setembro de 2026
Em 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394 mudou o mercado de forma imediata. A norma proibiu no Brasil a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, tanto em eventos esportivos quanto em jogos online.
As operadoras autorizadas deixaram de aceitar novas apostas e depósitos. O cronograma estabeleceu 5 de outubro de 2026, às 23h59, como prazo para o saque voluntário dos saldos, enquanto sites e aplicativos deveriam sair do ar a partir de 6 de outubro. Valores ainda não resgatados entrariam em processo de devolução por meio das instituições financeiras entre 9 e 14 de outubro.
A MP entrou em vigor com força de lei, mas sua situação ainda não era definitiva. O Congresso dispõe inicialmente de 60 dias para analisá-la, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias caso a votação não seja concluída. O texto pode ser aprovado, modificado ou rejeitado. Entidades ligadas às operadoras também anunciaram que estudariam medidas judiciais e atuação no Congresso.
Por isso, todo o ranking e as condições descritos abaixo se referem ao funcionamento do mercado antes da edição da MP 1.394/2026.
Ranking das melhores casas de apostas antes da MP 1.394/2026
Não existia um ranking oficial do governo que definisse qual era a melhor plataforma. A SPA/MF informava quais empresas estavam autorizadas. A classificação abaixo considera a recorrência das marcas nos principais comparativos brasileiros de 2026 e características práticas das plataformas enquanto o mercado regulado ainda funcionava.
| Casa de apostas | Licença SPA/MF | Destaque no período | Experiência móvel |
| Betano | nº 246/2025 | Futebol, SuperOdds e variedade de mercados | Site móvel e app |
| Superbet | nº 2.090/2024 | Futebol, odds aumentadas e pagamento antecipado | Forte foco mobile |
| Novibet | nº 249/2025 | SuperOdds, promoções e ferramentas esportivas | App e site responsivo |
| bet365 | nº 250/2025 | Grande catálogo, apostas ao vivo e cash out | App e plataforma móvel |
| KTO | nº 2.093/2024 | Futebol, freebets promocionais e odds turbinadas | Navegação móvel completa |
| Betnacional | nº 2.092/2024 | Valores iniciais baixos e foco no futebol nacional | Interface simples no celular |
| BetBoom | nº 2.103/2024 | Cashback, múltiplas e eSports | Apps e site móvel |
| VBET | nº 254/2025 | Mercados variados, eSports e ferramentas de aposta | Apps e versão móvel |
| Stake | nº 263/2025 | Odds aumentadas, programa de fidelidade e variedade | Site otimizado para celular |
| EstrelaBet | nº 320/2025 | Futebol brasileiro, bolões e pagamento antecipado | Site móvel e app |
As dez marcas constavam entre operadores autorizados antes da mudança legal. A licença era o primeiro filtro: uma plataforma com recursos interessantes, mas sem autorização brasileira, não deveria entrar em uma comparação de casas de apostas confiáveis.
Betano
A Betano aparecia no grupo principal dos rankings brasileiros por combinar ampla cobertura do futebol com mercados ao vivo, SuperOdds, ferramentas para múltiplas e presença forte em competições nacionais.
A plataforma operava sob a Portaria SPA/MF nº 246/2025. Os pagamentos eram feitos por meios eletrônicos, principalmente Pix, enquanto a navegação pelo celular tinha peso importante na experiência. Promoções variavam durante o ano e incluíam odds aumentadas e campanhas para clientes elegíveis.
No futebol, havia cobertura de campeonatos brasileiros, Libertadores e grandes ligas internacionais. O catálogo também incluía outros esportes e apostas durante as partidas.
Superbet
A Superbet estava entre os melhores sites de apostas para quem priorizava futebol e uso pelo celular. A licença brasileira era a Portaria SPA/MF nº 2.090/2024.
Entre os recursos estavam SuperOdds, mercados ao vivo e mecanismos de pagamento antecipado em eventos selecionados. A operadora também mantinha campanhas periódicas para clientes elegíveis. Em setembro de 2026, por exemplo, houve períodos promocionais de cashback em jogos selecionados para usuários existentes.
A experiência móvel era um dos pontos centrais da plataforma, com acesso às apostas, saldo, histórico e recursos esportivos sem depender do computador.
Novibet
A Novibet combinava cobertura esportiva, SuperOdds, pagamento antecipado e diferentes promoções para clientes cadastrados. Sua autorização federal era a Portaria SPA/MF nº 249/2025.
Uma das campanhas disponíveis em setembro de 2026 era a “Aposte & Ganhe”: apostas qualificadas que totalizassem R$ 100, com odds a partir de 2.00, podiam liberar R$ 50 em aposta extra. Havia ainda uma campanha vinculada ao uso do aplicativo, com R$ 20 em aposta extra após uma aposta de R$ 20 com odd mínima de 1.50, conforme as condições vigentes.
Essas ações não eram bônus de boas-vindas. A regulamentação brasileira proibia recompensas oferecidas como incentivo antecipado para cadastro ou primeira aposta.
bet365
A bet365 tinha a Portaria SPA/MF nº 250/2025 e se diferenciava principalmente pelo tamanho da grade esportiva e pelas ferramentas disponíveis antes e durante os jogos.
Cash out, Criar Aposta, estatísticas e apostas ao vivo faziam parte da experiência. A plataforma também oferecia acumuladores com condições promocionais e odds aumentadas em eventos selecionados.
A presença de muitos mercados dentro de uma mesma partida favorecia quem procurava opções além do resultado final, como gols, escanteios, handicaps e mercados relacionados a jogadores.
KTO
A KTO atuava sob a Portaria SPA/MF nº 2.093/2024 e tinha forte presença no futebol brasileiro. O catálogo incluía odds turbinadas, apostas ao vivo e pagamento antecipado em determinadas partidas.
Em setembro de 2026, uma das ofertas divulgadas previa até R$ 50 em freebet quando uma aposta qualificável pelo celular fosse perdida, sujeita a odd mínima e às demais condições da campanha. A plataforma também mantinha uma área específica para controlar apostas grátis disponíveis e utilizadas.
A navegação móvel concentrava praticamente todas as funções essenciais, incluindo mercados, cupom, saldo e área de promoções.
Betnacional
A Betnacional aparecia entre as opções mais conhecidas do mercado nacional e operava por meio da Portaria SPA/MF nº 2.092/2024.
Um dos elementos recorrentes nos comparativos era a possibilidade de começar com valores baixos. Havia apostas a partir de R$ 1 em determinadas condições, além de depósitos e retiradas via Pix.
O desenho mais simples da interface também funcionava bem no celular. Futebol nacional ocupava espaço central, com cobertura de competições brasileiras e mercados pré-jogo e ao vivo.
BetBoom
A BetBoom estava autorizada pela Portaria SPA/MF nº 2.103/2024. Além das apostas esportivas tradicionais, tinha presença forte em eSports e um sistema de recompensas para usuários ativos.
Em setembro de 2026, suas campanhas incluíam cashback diário de até 6% nas apostas esportivas, além de promoções para múltiplas e recompensas periódicas. As regras dependiam de cada campanha e podiam exigir valor mínimo apostado, mercados específicos ou determinado nível de atividade.
A plataforma oferecia acesso móvel e aplicativos, ponto relevante para acompanhar mercados ao vivo e administrar a conta sem recorrer ao desktop.
VBET
A VBET operava sob a Portaria SPA/MF nº 254/2025. Futebol e eSports estavam entre as partes mais amplas do catálogo, incluindo CS2, League of Legends, Dota 2, Valorant e outras modalidades competitivas.
Entre as ferramentas disponíveis estavam cash out, edição de apostas, odds melhoradas e pagamento antecipado em partidas selecionadas. Também havia campanhas de cashback e aumento do retorno de múltiplas conforme as condições de cada promoção.
A plataforma disponibilizava experiência móvel completa, incluindo aplicativos e acesso pelo navegador.
Stake
A Stake estava autorizada pela Portaria SPA/MF nº 263/2025. No mercado brasileiro, os pagamentos funcionavam com meios locais, incluindo Pix, e a plataforma reunia apostas esportivas, mercados ao vivo e um programa de fidelidade.
No futebol, havia campanhas de odds turbinadas em partidas selecionadas. Essas cotações especiais tinham regras próprias e não podiam necessariamente ser combinadas com outras promoções.
A versão para celular mantinha acesso às principais funções esportivas e ao histórico da conta, o que colocava a usabilidade móvel entre os pontos considerados na comparação.
EstrelaBet
A EstrelaBet tinha autorização pela Portaria SPA/MF nº 320/2025 e mantinha presença forte no futebol brasileiro.
Entre os recursos estavam pagamento antecipado e campanhas especiais. Uma das ações de maior valor nominal era o Bolão Milionário, que chegou a divulgar premiações de até R$ 2 milhões em saldo real conforme as regras da campanha.
Os pagamentos eram concentrados no Pix, e a plataforma também oferecia acesso adaptado para smartphones.
O que definia uma casa de apostas confiável no Brasil
Entre janeiro de 2025 e 25 de setembro de 2026, a regulamentação federal criou critérios objetivos que ajudavam a separar uma operadora autorizada de um site irregular. A licença da SPA/MF e o domínio .bet.br eram os primeiros pontos a verificar.
Além disso, pagamentos, cadastro e identificação do usuário precisavam seguir regras comuns a todas as operadoras federais.
| Critério | Regra no mercado regulado |
| Autorização | Licença concedida pela SPA/MF |
| Domínio | Operadores federais usavam endereço .bet.br |
| Idade | Apostas disponíveis apenas para maiores de 18 anos |
| Identificação | Cadastro e verificação de identidade obrigatórios |
| Conta bancária | Transferências vinculadas a conta do próprio apostador |
| Cartão de crédito | Não era permitido para financiar apostas |
| Crédito para apostar | Operadores não podiam conceder crédito |
| Saques e prêmios | Liquidação financeira em até 120 minutos, salvo situações previstas na regulação |
| Bônus de entrada | Não podiam ser oferecidos como incentivo antecipado ao cadastro ou primeira aposta |
| Jogo responsável | Plataformas precisavam manter mecanismos de controle e proteção ao usuário |
A regulamentação também dificultava depósitos originados de terceiros. Caso uma transferência viesse de uma conta não cadastrada, o operador deveria devolver o valor.
Pix, depósitos e saques
O Pix era o método dominante entre as casas de apostas brasileiras. Ele servia tanto para colocar saldo quanto para solicitar retiradas e reduzia a dependência de outros meios de pagamento.
Os valores mínimos variavam por plataforma. Betnacional e algumas outras marcas trabalhavam com apostas a partir de R$ 1, enquanto depósitos mínimos de R$ 5, R$ 10 ou R$ 15 apareciam em outras operadoras.
Mais importante do que o mínimo era a regra comum de titularidade: o dinheiro deveria circular entre a conta transacional da operadora e uma conta previamente cadastrada em nome do apostador.
O uso de cartão de crédito não era permitido para financiar apostas. Cartões ou instrumentos pré-pagos podiam ser aceitos quando compatíveis com a regulamentação, mas a empresa não podia oferecer crédito diretamente nem por parceiros.
Odds, mercados e recursos de aposta
As odds variavam entre operadoras e até entre dois eventos semelhantes na mesma plataforma. Por isso, nenhuma casa podia ser descrita de forma séria como a que “mais pagava” em qualquer situação.
As melhores bets costumavam ser comparadas pela margem das cotações, diversidade de mercados e frequência de odds aumentadas. Futebol concentrava o maior número de opções, mas tênis, basquete, vôlei, automobilismo, lutas e eSports também tinham espaço relevante.
Cash out era outro recurso comum. Ele permitia encerrar uma aposta antes da liquidação definitiva quando a plataforma apresentava uma oferta de fechamento. Algumas casas tinham ainda Criar Aposta ou Bet Builder, pagamento antecipado e edição de apostas.
Aplicativos e experiência pelo celular
O celular tinha peso direto no ranking de casas de apostas. Uma plataforma podia oferecer boas odds e muitos mercados, mas perder praticidade se o site carregasse lentamente ou o cupom de apostas fosse difícil de usar em tela pequena.
Entre as marcas mais conhecidas, Betano, Superbet, Novibet, bet365, BetBoom e VBET investiam em aplicativos ou interfaces móveis completas. Outras operadoras funcionavam principalmente por navegador responsivo.
Uma boa experiência móvel envolvia acesso rápido à linha esportiva, pesquisa de campeonatos, atualização de odds ao vivo, cupom claro, histórico, Pix e suporte. Para apostas durante uma partida, velocidade e estabilidade pesavam mais do que elementos visuais.
Promoções e bônus: o que realmente era permitido
Depois da regulamentação federal, bônus de boas-vindas tradicionais deixaram de ser permitidos quando funcionavam como recompensa antecipada para atrair cadastro ou primeira aposta.
Isso não significava o fim de todas as promoções. Operadoras mantinham SuperOdds, apostas extras, cashback, múltiplas aumentadas, bolões e recompensas ligadas a campanhas específicas.
Novibet, por exemplo, tinha a campanha que liberava R$ 50 em aposta extra após R$ 100 em apostas qualificadas. KTO trabalhava com campanhas de freebet em caso de perda. BetBoom tinha cashback sobre atividade esportiva, enquanto Stake e outras plataformas ofereciam odds turbinadas em eventos selecionados.
Essas ofertas mudavam com frequência e cada uma tinha critérios próprios. Valor mínimo, odd mínima, prazo de uso e mercados elegíveis eram mais relevantes do que o valor nominal destacado na promoção.
Como escolher uma casa de apostas antes da proibição
A comparação fazia mais sentido quando começava pela segurança e só depois passava para odds, promoções ou aparência da plataforma. Um processo simples reduzia o risco de entrar em sites irregulares.
Confirmar a autorização da SPA/MF. A marca precisava constar entre as empresas autorizadas e usar o domínio oficial correspondente.
Comparar odds nos mercados realmente usados. A diferença entre duas casas podia variar conforme esporte, campeonato e tipo de aposta.
Verificar Pix, mínimo e funcionamento do saque. Valores baixos de entrada eram úteis, mas a titularidade da conta e o processamento das retiradas tinham mais importância.
Testar a versão móvel. Navegação, cupom, apostas ao vivo e histórico precisavam funcionar de forma estável no smartphone.
Analisar suporte e recursos de controle. Atendimento em português, limites de jogo, pausas e autoexclusão faziam parte de uma plataforma adequada ao mercado regulado.
Nenhum desses critérios eliminava o risco financeiro da aposta. Odds sempre incorporavam uma margem da operadora, e resultados esportivos continuavam incertos.
Mercado legal e sites não autorizados
Antes da MP, uma licença estrangeira não substituía a autorização brasileira. Desde 1º de janeiro de 2025, a operação nacional dependia da SPA/MF, e as marcas federais autorizadas usavam .bet.br.
Esse detalhe era especialmente importante porque páginas irregulares podiam imitar nomes e identidades visuais de empresas conhecidas. Conferir o domínio e a empresa responsável era uma etapa básica para identificar casas de apostas confiáveis.
A regulamentação também obrigava os operadores a verificar a identidade dos clientes e manter controles contra fraude, lavagem de dinheiro e acesso de menores.
Jogo responsável
As apostas nunca funcionaram como investimento nem ofereceram retorno garantido. Mesmo no mercado regulado, era possível perder integralmente o valor colocado em risco.
As plataformas autorizadas ofereciam ferramentas como limites financeiros, pausas e autoexclusão. Esses mecanismos ajudavam a interromper ou restringir o uso da conta quando a atividade deixava de permanecer dentro dos limites definidos pelo próprio usuário.
Dinheiro destinado a aluguel, alimentação, contas, dívidas ou outras despesas essenciais não deveria entrar em apostas. Tentar recuperar perdas aumentando valores ou frequência também elevava o risco financeiro.